Cordel Digital

Certificado de menção honrosa a Fabricio Rocha no Prêmio Unisys de Jornalismo de 2003 pela série "Cordel Digital"
Padrão

Entre dezembro de 2002 e janeiro de 2003 escrevi o “Cordel Digital”, em três edições da coluna Micros e Cia que eu compartilhava com o denodado Felipe Campbell no caderno de Informática do Correio Braziliense (à época chamado de “eTudo”). Ainda me orgulho do texto e da menção honrosa que ele me rendeu no Prêmio Unisys de Jornalismo de 2003, cujo tema era “A Tecnologia da Informação na Democratização do Ensino”. Só não me orgulho é de sentir que o texto ainda parece atual, quase 14 anos depois de publicado e agora transcrito aqui.

Continue lendo

Globo e suas reformas…

Padrão

Assistindo a qualquer jornal da Globo hoje:

– A economia saiu do buraco. Gerados mais de 60 mil empregos. Mercado comemora. Mas todos os 12 especialistas entrevistados dizem que para ficar melhor é preciso aprovar as reformas trabalhista e, principalmente, da Previdência.

– Prefeitos reunidos em Brasília arrancam do Presidente Michel Temer uma medida provisória para renegociação das dívidas dos municípios, após assegurarem apoio às reformas trabalhista e, principalmente, da Previdência.

– Denúncia sobre Donald Trump: ele teria pedido fim das investigações do FBI sobre relação do governo com os russos porque teria vazado informações. Trump não quis comentar o assunto. Mas sua assessoria, por nota, informou que a preocupação, agora, é com o Brasil, que precisa aprovar as reformas trabalhista e, principalmente, da Previdência.

– Operação da Polícia Federal prende funcionária de alto escalão do Ministério da Agricultura por recebimento de propina para prejudicar processos. Um caso assim seria menos provável com a aprovação das reformas trabalhista e, principalmente, da Previdência.

– A chuva deu uma trégua na Região Norte e se espalhou pela região Centro-Oeste. As temperaturas no Sul e no Sudeste continuam baixas, devido à frente fria que veio do Uruguai, e o tempo só vai melhorar com a aprovação das reformas trabalhista e, principalmente, da Previdência.

– O Atlético Mineiro segue adiante na Libertadores da América após golear time argentino, e pode ser o campeão se forem aprovadas as reformas trabalhistas e, principalmente, da Previdência.

A minha Justiça não é a mesma do Renan

Padrão

Historiadores e coleguinhas registradores dos fatos, guardai o dia 7 de dezembro de 2016. Foi o dia em que o guardião da Constituição Brasileira despudoradamente rasgou a própria, para consolidar o Golpe de 16 e avançar na instauração da chamada “Ditadura da Toga”. Em terra de pedaladas e outros dribles, o STF deu um voleio hermenêutico em triplo twist carpado para proibir nominalmente o cidadão Renan Calheiros de assumir a Presidência da República, mesmo que por acaso continue ele a ser o presidente do Senado Federal.

Continue lendo

É golpe, sim!

Padrão

No futebol há várias histórias desse tipo (a Copa de 78 talvez seja o exemplo mais escandaloso). Joguinho chato, travado no 0 a 0, em que o time A, jogando na casa do adversário, não emplaca um gol mas conta com a vantagem do empate. Aí, em dado momento, o zagueiro marca um inacreditável golaço… contra. Alguns instantes depois, o goleiro nem se mexe para pegar o chute do time B. O árbitro, ou “juiz”, não apenas finge que não vê o que está acontecendo, como também começa a distribuir cartões apenas para os jogadores do time A. Que, obviamente, sai do jogo derrotado, humilhado e desfalcado.

Continue lendo

Os fins e os meios da Lei Seca

Padrão

O Ministério da Justiça quer uma Lei Seca ainda mais árida: multas de até 4 vezes o já salgado valor atual, suspensão da habilitação por dois anos, dispensa de exame de alcoolemia. Declara o ministro José Eduardo Cardozo que a lei na forma atual permite a alegação da falta de provas junto à Justiça e leva à sensação de impunidade, daí a necessidade de alterar a lei novamente. Estou quase sendo convencido de que o Ministério tem pretensões tímidas demais para tão nobre propósito.

Continue lendo

1.042 votos de mudança!!

Padrão

Amig@s e companheir@s,

Nas eleições deste domingo, recebi com muita honra e gratidão 1.042 sorrisos, pensamentos positivos, tapinhas nas costas, demonstrações de confiança, manifestações de indignação, votos pela mudança. Eleitoralmente pode ser pouco — mas pessoalmente é motivo para grande satisfação. Combati o bom combate, nunca exerci tão plenamente minha cidadania, e você fez parte disso. Muitíssimo obrigado!!

Para uma campanha de pouco mais de 3 meses (em contraste com outras de seis anos), com apenas duas aparições de 9 segundos no mesmo dia no Horário Eleitoral Gratuito, sem experiência e sem qualquer estrutura, uns poucos ajudantes voluntários, material mínimo de propaganda e um gasto total por voto de menos de R$ 10,00 (bem abaixo da média do DF), é um resultado excelente.

Mais importante ainda: nenhum desses votos foi conseguido com uma cesta básica, nem com dinheiro, nem com uma promessa de benefício individual, nem por assistencialismo às custas do sofrimento alheio, nem por uso interesseiro da religião das pessoas, nem por meio de propaganda ostensiva, nem com propostas mentirosas e estapafúrdias. Tenho certeza de que são votos qualificados, racionais, críticos, de pessoas que pensam e que não se vendem — daí a representatividade mais que especial deste número.

Enquadro aí até mesmo o voto da Érica, moradora do Varjão que vota no Centro de Ensino Fundamental do Lago Norte — o querido “Coleginho” da minha infância. Na última hora de votação, ela saiu da escola e o pequeno filho foi olhar os micos que pulavam nos galhos das árvores próximas ao portão. Minha mãe estava com o carro parado ao lado do portão, totalmente adesivado, e Érica perguntou se ela conhecia o candidato do adesivo. A moça se surpreendeu com o singelo “é ele!”. E me surpreendeu quando disse “votei em você”. Dei-lhe um abraço. Aí ela explicou que votou em mim porque não queria votar para o candidato “mentiroso” (sic) para o qual o pai dela trabalhava — Benício Tavares. Dei outro abraço. Valeu o dia!!!

A nota triste é que os votos obtidos pela legenda e pelos candidatos do PSOL não foram suficientes para que obtivéssemos uma cadeira na Câmara Legislativa. Cabe a nós agora, com calma e sabedoria, interpretar esse resultado e seus motivos, e pensar em estratégias para que nas próximas eleições tenhamos um resultado melhor. Mas não pense que você jogou seu voto fora — longe disso:

 

  • Fui o terceiro candidato a distrital mais votado do PSOL, e essa representatividade permitirá que, doravante, o partido absorva e considere mais o que você acha importante (isto é, aquilo tudo que fez com que você se identificasse com as minhas propostas e bandeiras).
  • Somos pelo menos 1.043 pessoas com ideias e vontade de melhorar o DF com mais educação, mais igualdade, mais honestidade e cidadania — isso é gente pra caramba!
  • E não menos importante: quando virmos novamente escândalos de corrupção e de inoperância na Câmara Legislativa e no GDF, nós — você tanto quanto eu — teremos toda a autoridade e dignidade para dizer: “eu tentei fazer a diferença. Não tenho culpa nenhuma nisso”. Não que isso se torne “lavar as mãos”, mas será um argumento forte quando quisermos mostrar às pessoas a importância de escolher bem seus candidatos.


Por isso tudo, reitero o agradecimento e a honrada felicidade por ter tido você ao meu lado na campanha, na urna, na panfletagem, nas muitas mensagens e ligações de apoio e congratulações que recebi durante todo este domingo. Mesmo sem um mandato parlamentar, temos muito o que exigir e o que fazer para que Brasília volte a ter dignidade e seja um lugar cada vez melhor para viver. E, juntos nesta missão, nós estaremos mais fortes de hoje em diante.

Muito obrigado mais uma vez, e 1.042 enormes abraços!

Fabricio Rocha

03/10/2010

 

Vídeos

Padrão

Na falta de tempo de TV, nós do PSOL temos que apelar para o YouTube! Aqui estão alguns vídeos que eu e o candidato ao Senado Chico Sant’Anna gravamos até o momento para apresentar propostas de forma menos comprimida do que na televisão…

http://www.youtube.com/watch?v=um4h9hHL_dQ – Chico me entrevista sobre motivos que me levaram a enfrentar uma eleição, o porquê da escolha pelo PSOL, objetivos, etc.
http://www.youtube.com/watch?v=onEAC__-w18 – O inverso: eu entrevisto Chico sobre sua história em Brasília, o porquê de ser candidato ao Senado já na primeira eleição que disputa, a necessidade de haver senadores do PSOL no Congresso.
http://www.youtube.com/watch?v=2yEe0UVm2F0 – Propostas para geração de empregos no DF: concursos para substituição de cargos comissionados, educação especial para áreas de Arquitetura, Software Livre e Microeletrônica, e uma proposta para que o DF receba mais vôos internacionais para incentivar o Turismo

 

http://www.youtube.com/watch?v=_QfH6rFkApIReforma Previdenciária e outras ameaças ao serviço público; e as emissoras públicas de rádio e TV do DF (Rádio Cultura, TV Distrital, TV Cidade Livre)
http://www.youtube.com/watch?v=XOVoPojcf8QReforma geral do Transporte Coletivo, com novas licitações, integração entre diferentes veículos e uso de ciclovias, reutilização das linhas férreas federais que estão abandonadas há décadas.

“Eu voto é no danado do Fabricio!”

Paulo José Cunha
Padrão

Sua inquietação, seu bom-humor, suas opiniões muito claras sobre os temas mais obscuros e principalmente sua vontade de não apenas copiar, mas fazer diferente, logo me cativaram. Nunca foi o aluno mais bem comportado. Mas foi um de meus melhores alunos, até porque bom comportamento, no mais das vezes, significa acomodação, descaso, desfaçatez. Prefiro os danados que me surpreendem. Fabricio foi um desses. Danadíssimo, e inteligente que só. Não mudou nada, até hoje, benza Deus.

Anos depois, passamos no mesmo concurso, e fomos contratados como jornalistas da TV Câmara. Fabricio permaneceu o mesmo: ótimo profissional, inquieto, irritado com a injustiça, revoltado com os lugares-comuns da política, indignado com o deixa-como-está-pra-ver-como-é-que-fica. Por isso se candidatou, e logo pelo PSOL, partido pequeno que insiste em não se acomodar aos moldes da velha política. Praza aos céus que continue fiel à sua origem, aos seus postulados.

Claro em suas posições, Fabricio ganhou meu voto, é meu candidato a deputado distrital. Além de meu voto, já ganhou o voto de alguns amigos e amigas queridos, e até de parentes meus, com quem conversei sobre ele. Uma prova de seu caráter está num fato trivial: fui fazer uma doação pra candidatura dele, em cheque, e fez questão de me dar o respectivo recibo, pra constar da prestação de contas. Pode parecer pouco, mas procure por aí pra ver quantos candidatos agem da mesma forma.

Por isso, não apenas vou votar no Fabricio, como venho dar meu testemunho a favor dele, e recomendar sua candidatura como forma de ajudar na reconstrução da boa política em nossa cidade, depois do cataclisma que nos entristeceu e revoltou.

Paulo José CunhaJornalista e Professor (ou apenas “Prof”, como ele até hoje me chama…)

Campanha à venda

Padrão

Alguns destes candidatos a distrital são considerados líderes comunitários, ou pessoas influentes junto a certos grupos de eleitores, e por isso são procurados pelos candidatos de eleições maiores, como para senador ou deputado federal. Diz a reportagem que, em média, esses pré-distritais estão cobrando R$ 400 mil dos colegas.

Pode um troço desses???

Mal começou a campanha e já tem gente se vendendo! E olha a quantidade de dinheiro!!!! É daí que são bancados aqueles montes de cavaletes que estão espalhados pela cidade, aquele monte de “cabos eleitorais” — puramente mercenários — agitando bandeiras nas ruas, os candidatos que têm seus próprios trios elétricos… E mesmo para isso tudo R$ 400 mil é dinheiro de sobra! Estão enfiando o dinheiro no bolso descaradamente!!

É duro. Nada nessa campanha me deixou tão aviltado, tão irritado, quanto essa notícia. A gente vai pra rua acreditando na apresentação de idéias, na ideologia, no diálogo…. e descobre que há uma imensa quadrilha comprando e vendendo tudo isso. Que eu saiba, nenhum dos meus colegas de partido tem esse dinheiro nem para a própria campanha, e muito menos para comprar apoio de candidato que, a princípio, deveria ser candidato por princípios, por convicção, por acreditar num projeto. Não sou ingênuo de achar que isso nunca existiu — mas de forma tão descarada eu nunca vi.

Porra. Eu mesmo fiz meus folders — fotos, artes, tudo. Fiz pesquisa de preço em gráficas. Eu boto os panfletos numa bolsa e saio distribuindo sozinho na Rodoviária, nos bares do Plano, na UnB, em Sobradinho, etc. Enqto isso, um bando de filho da puta compra isso tudo, não apresenta UMA proposta, nem enfrenta um debate de idéias!

Desculpem mais uma vez pelo desabafo. É que eu acredito — ainda — que existem pessoas que não se deixam levar por puros espetáculos de estrutura, bandeiraços, bonecos de Olinda na W3, banquetes promovidos para comprar votos, que não têm nenhum conteúdo político de verdade, nenhum ideal (no sentido estrito do termo), nenhuma dignidade e nenhuma vergonha na cara. Eu não quero acreditar que eu sou o único que não aceita esse tipo de coisa, e eu gostaria muito de fazer outras pessoas enxergarem como isso é absurdo. Os caras já se vendem desde o início da campanha; imagine o que vão fazer se forem eleitos.