100 dias de spam

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Certamente como a maioria das pessoas que têm um e-mail no Brasil, já não agüento mais gastar boa parte do meu tempo apagando dezenas de e-mails que não me interessam em nada mas recebo todo santo dia. Resolvi descobrir quem são os maiores spammers do Brasil e passei 100 dias tomando nota de e-mails que nunca pedi ou autorizei, e de todas as tentativas — muitas delas em vão — de não mais recebê-los. De lojas que nunca ouvimos falar até gigantes multinacionais do varejo, constatei que a internet brasileira está completamente contaminada por essa prática covarde, desrespeitosa e acima de tudo impune.

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Os fins e os meios da Lei Seca

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O Ministério da Justiça quer uma Lei Seca ainda mais árida: multas de até 4 vezes o já salgado valor atual, suspensão da habilitação por dois anos, dispensa de exame de alcoolemia. Declara o ministro José Eduardo Cardozo que a lei na forma atual permite a alegação da falta de provas junto à Justiça e leva à sensação de impunidade, daí a necessidade de alterar a lei novamente. Estou quase sendo convencido de que o Ministério tem pretensões tímidas demais para tão nobre propósito.

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História, tablet e Steve Jobs

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Uma edição especial de 1989 da revista Superinteressante trazia, na capa, a manchete “Um caderno a mais na pasta do estudante” para uma reportagem sobre uma idéia inovadora de o que seria o “computador do ano 2000”. Era o tablet. Há meses eu esperava passar para o computador essa reportagem, e o “empurrão” veio com as bobagens que coleguinhas da imprensa fanáticos por seus iPhones mas um tanto mal-informados andaram dizendo com a partida de Jobs.

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Solution 16, um all-in-one brasileiro

Solution-16 visto de frente
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Um dos primeiros PC “all-in-one” do Brasil, o Solution 16, da Prológica, tinha monitor embutido e saída para monitor colorido CGA, teclado com acentuação e cedilha que podia ser encaixado no gabinete, alça para transporte, mais ou menos 10kg de peso, opção para HD e para se transformar num 286, e um sistema operacional exclusivo e “nacionalizado” que enfureceu a Microsoft. Apesar disso tudo, é hoje um ilustre esquecido da informática brasileira.

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Band, o canal do esporte???

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Eu juro que vou mandar esse artigo ou uma versão dele para o Téo José, para a direção da Bandeirantes, para os sites nacionais de automobilismo, e ainda vou traduzir para o inglês e publicar em tudo que é fórum e site que possa de alguma forma chegar às vistas dos responsáveis pelo marketing internacional da Fórmula Indy. O que a Rede Bandeirantes de Televisão faz com a Fórmula Indy e com todos seus espectadores no Brasil é um acinte, uma palhaçada, um desrespeito, uma esculhambação. TODO ANO. Dessa vez, resolvi aproveitar a fúria dos minutos seguintes às 500 Milhas de Indianápolis para escrever.

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Finalmente em restauração!

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Visto que nunca mais recebi nenhum dos outrora frequentes e-mails de leitores com perguntas e dicas sobre o meu Maverick GT, imagino que, para muitos, as velhas páginas datadas ainda de 2007 e sem atualização tenham dado a entender que eu tinha desistido do carro. Vendido, sei lá. Mas nãããããão — e finalmente ele está, agora, passando pela merecida, desejada e definitiva restauração!

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A moda da retroinformática

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Resolvi escrever o primeiro artigo de 2010 no meu site sobre o que deliberadamente decidi chamar de “retroinformática” — uma adaptação livre do inglês “retrocomputing” que é usado internacionalmente. Os computadores de 8 bits dos anos 70 e 80 são atualmente admirados e valorizados, e ainda hoje contam com usuários, fãs e programadores que os mantêm vivos e funcionando em todo o mundo.

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Liga não, Arrudão!

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Que beleza, hein, governador?? Enfiando no bolso uma nota preta, de origem um tanto quanto duvidosa, no que talvez tenha sido o maior flagrante de corrupção da história brasileira. Indignante sim, para alguns, mas não ligue não. Você tem tudo para pedir e receber, mais uma vez, o perdão do povão.

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É proibido viver

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A memória sempre falha, ainda mais com a ajuda do tempo, não me permitiu fazer grandes comparações entre a Guarapari que vi em setembro de 2009 e aquela que eu conheci há quase vinte anos, ainda fedelho. Não me lembrava se já havia tantos prédios modernos à beira-mar, por exemplo, entre tantas outras coisas que parecem diferentes. Mas uma coisa realmente não havia naquela época, e foi uma decepcionante surpresa descobri-la.

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Faça-se a luz, o chuveiro, a tomada…

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É estranho, sim: como é que só no final, depois de tanta coisa que precisou de ferramentas, é que se fala em instalação elétrica? Pois é. Culpa das luminárias e dos espelhos, das plaquinhas de plástico que emolduram tomadas, interruptores, etc. Não adianta instalar isso tudo antes de pintar a casa — e de nada adianta gastar uma bolada comprando o material elétrico antes da hora, como eu já fiz. As ferramentas, o pessoal liga com uma gambiarra nos fios que foram usados para a betoneira. Essa fase também exige generosidade na escolha de materiais, como fios, disjuntores, etc. Em hipótese ALGUMA se deve subestimar o que o engenheiro recomendou e comprar fios mais finos e disjuntores de maior potência, e as mudanças no projeto original devem ser muito bem discutidas com o eletricista responsável, para que ele já instale a fiação de acordo com as novas exigências.

  • Comprar cabos flexíveis grossos, também conhecidos como Sintenax, para ligação dos quadros de distribuição ao relógio. As cores são importantes: compre n do verde, n do azul e 3n do preto. Os cabos com bitola de 10mm são usuais para casas pequenas; 16mm para casas grandes; 25mm para prédios. Se você acha que o projeto exagerou na bitola dos cabos (como aconteceu comigo), discuta isso com o responsável técnico. E lembre-se que de nada adianta ter cabos grossos do relógio ao quadro de força, se os cabos que ligaram o poste ao relógio forem mais finos.
  • Comprar os fios de acordo com as cores e espessuras definidas no projeto, fita isolante (comece com 5 rolos de 20m: por mais fita isolante que se tenha, o pessoal da obra SEMPRE vai usar tudo e ainda vai pedir mais), graxa ou vaselina para passar os fios pelos conduítes, luminárias de teto e parede, lâmpadas, fita crepe.
  • Comprar os interruptores, tomadas, botões, etc. Os engenheiros costumam usar designações para os interruptores como “simples” e “three-way”, que são diferentes das designações dadas pelos fabricantes. Interruptor simples é… interruptor simples. Já o 3-way é encontrado como “interruptor paralelo”, e serve para ligar ou desligar uma lâmpada ou equipamento que pode ser comandado também por outro interruptor. O “interruptor intermediário” é também chamado de “4-way” e “chave cruz”, e é usado principalmente em escadas e corredores longos: com ele, é possível apagar uma lâmpada e acender outra em seqüência. Existem também os “interruptores bipolares”, simples ou paralelos, que podem ser usados, por exemplo, num banheiro sem janelas, em que o comando da luz também deve acionar um exaustor.
  • Comprar os disjuntores, conforme definido pelo projeto. Existem os de padrão DIN, normalmente brancos e em amperagens que não são bem do padrão que os engenheiros brasileiros usam; e os disjuntores NEMA, aqueles tradicionais pretos e um pouco maiores que os DIN. Cada fabricante obviamente defende seu padrão como o melhor, mas na prática, por enquanto, não há vantagem em um ou outro. A importância da escolha do padrão está ligada à escolha do quadro de distribuição que foi comprado, pois os disjuntores NEMA e DIN têm encaixe e parafusamento diferentes. Os DIN ocupam menos espaço no quadro: um quadro para 12 disjuntores NEMA pode abrigar 16 disjuntores DIN, com o uso de um adaptador, normalmente incluso no quadro. NUNCA se deve comprar disjuntores de capacidade maior do que a estabelecida no projeto, e também é fundamental verificar se existe um disjuntor exclusivo para cada equipamento de maior potência, como chuveiros.

Exigir do eletricista que todos os pares de fios que ligam tomadas e interruptores sejam identificados nas pontas (com fita crepe ou alguma tinta). Isso facilita muito a manutenção posterior, caso necessário.